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3 de outubro de 2012

Shri Saraswati x Shri Lakshmi



Trecho da palestra proferida no Puja da Devi em San Diego, Estados Unidos em 31 de maio de 1985.


Deusa da Riqueza x Deusa da Educação:
Dr. Worlikar Me contou uma bela história sobre isso, que é muito interessante, que entre a Deusa da Riqueza e a Deusa da Educação, houve um pequeno conflito. Vocês podem dizer educação ou Saraswati, que se for negligenciada ou adorada em excesso, pode torná-lo egoísta, no sentido de que se você se tornar uma pessoa que fica procurando aprender, aprender, aprender, você pode ser lançado no outro lado.

Então, essa Senhora queria testar o poder da riqueza. Então Ela disse para Lakshmi: “Tudo bem, vamos ver, nesta pessoa.” Essa pessoa era um mendigo, ele precisava de dinheiro, e muito. Então Lakshmi colocou um monte de dinheiro em um grande utensílio, que chamamos de handa, e colocou-o em seu caminho. Esse indivíduo estava caminhando, então Saraswati entrou em sua mente. Logo que Saraswati entrou na mente, ele tornou-se egoísta, e ele nem mesmo olhou para aquilo, simplesmente passou sem dar atenção. Aquilo era o que ele precisava, mas ele passou sem dar atenção.

Então, isso sugere uma coisa, quando as pessoas tornam-se egoístas, começam a fazer seus próprios planos, começam a criar suas próprias sugestões e formam imagens, então o que acontece é que o Divino, que está tentando suprir sua necessidade, seus desejos, dar-lhes soluções, desaparece. Isto é o que acontece: nós não permitimos que o Divino faça o jogo Dele.

Isso não é somente no nível material, também é verdadeiro no nível emocional, também é verdadeiro no nosso nível físico, mas o melhor de tudo isso, é que é verdadeiro em relação ao nível espiritual também. Portanto, nós não devemos deixar de captar o ponto essencial. Deixem que o Divino faça o papel Dele, e nós devemos ser capazes de perceber isso.

27 de abril de 2012

A Realização de Valmiki

Valmiki recitando o Ramayana para Lav e Kush
  Palestra realizada por S.S.Shri Mataji Nirmala Devi em Aurangabad, Índia, em 19 de dezembro de 1989.

Este é um lugar precioso para os Sahaja Yogis de diferentes países se reunirem.  Aurangabad tem uma significado especial em Minha vida,  porque Meus antepassados eram de um lugar próximo daqui chamado Paitarn.  Mas agora é denominado Pratishthan,  que era seu nome histórico. 

Este é o lugar em que viveu Valmiki,  o escritor do  Ramayana.  Quando Sita foi repudiada,  estava grávida,  e,  foi então morar num Ashram no Nepal.  Depois foi trazida para este lugar.  Por isso,  pode-se ver o envolvimento de Maharashtra estendendo-se até o Nepal.

7 de novembro de 2011

A História de Shri Mahavira




Shri Mahavira está situado no Agnya Esquerdo.

Mahavira, o grande guerreiro e herói
O príncipe que se tornou um andarilho e propagou o Jainismo
  •  Há cerca de 2.500 anos, vivia em Kundagram, perto de Vaishali em Bihar, um rei chamado Siddharta. Ele era casado com Trishala, irmã de Chetaka, que havia sido eleito comandante de Vaishali. Eles tinham um filho chamado Nandivardhana.
  •  Pouco depois do nascimento de Nandivardhana, Trishala teve uma série de sonhos estranhos. Ela sentiu que não eram sonhos comuns. Quando a rainha Trishala contou seus sonhos ao rei Siddharta, este achou que eles deveriam consultar os astrólogos a fim de descobrirem seu significado.Os astrólogos foram chamados imediatamente pelo rei.
  •  Quando os astrólogos ouviram a rainha contar seus sonhos, eles disseram que os sonhos eram muito auspiciosos e que a rainha estava predestinada a ter um filho que se tornaria um grande homem.

2 de setembro de 2011

O Bhagavad Gita – Resumo



1. Comentários de Shri Mataji
Shri Mataji teceu comentários sobre os aspectos essenciais do Bhagavad Gita em Sua palestra feita no Puja de Shri Krishna, de 16 de agosto de 1998:

“Shri Krishna, através de seu Gita,  tentou nos ensinar como vencer a guerra contra o mal. Todo o Bhagavad Gita trata do ‘estado de testemunha’, que ali é muito bem descrito. Se lerem o Gita agora, encarando-o sob esse prisma, ficarão admirados de ver como o ‘estado de testemunha’ está descrito em todo o livro. Shri Krishna é como uma testemunha que descreve tudo aquilo que vê. Ele lhes dirá também como o ‘estado de testemunha’ auxiliou-O a compreender os seres humanos...

    ... Shri Krishna ensinou, primeiramente, como uma pessoa poderia tornar-se Sthita Pragya, ou seja, aquela que permanece no ‘estado de testemunha’. Se lerem todos esses versos que narram o Sthita Pragya, verão que se trata de descrever como vive e é feliz uma pessoa que se mantém no ‘estado de testemunha’...

...Em seguida, Ele desce aos detalhes dos conceitos de Karma, Gnyana e Bhakti.
    Em primeiro lugar, Ele falou acerca do Karma. Muitos se prendem ao ponto de achar que, seja qual for o Karma que fizerem, obterão Punyas (recompensas) a partir dele. Shri Krishna não disse isso. Se vocês O conhecessem, saberiam que Ele jamais quis dizer isso. O que Ele quis dizer foi: “Seja qual o for o Karma que vocês construírem – e podem fazer isso – devem deixar os frutos de suas ações nas mãos do Poder Divino”. Os frutos são provenientes do Poder Divino. Talvez, algumas pessoas achem que obtiveram dinheiro por causa de um bom Karma, e, por isso, podem começar a praticar más ações com aquele dinheiro. Ele não disse isso. Ele disse: “entreguem os frutos de suas ações ao Poder Divino”. Isso porque, o Poder Divino sabe o que é melhor para vocês. Mesmo que achem que fizeram algo de bom porque ajudaram os pobres, ou porque fizeram algo de realmente bom para as mulheres, vocês devem entregar tudo isso aos Pés do Poder Divino. Isso significa que não devem desenvolver o seu ego pelo fato de terem feito isso ou aquilo. Muito bem, Ele escreveu isso, mas para compreendê-Lo é preciso que alcancem o ‘estado de testemunha’, até mesmo para entender o que é que Ele falou sobre o Karma.

    Em seguida, Shri Krishna dissertou sobre Gnyana (conhecimento), que significa ‘aquilo que vocês sabem’. Todavia, isso não significa que devem ler livros sem parar. Gnyana significa saber quem vocês são. Quer dizer que devem ser Sahaja Yogis a fim de conhecer inúmeras coisas através das vibrações. Gnyana não significa ler livros. Se lerem muitos livros, vocês se tornarão mais ignorantes. Assim, Gnyana significa que devem conhecer o seu Ser interior ou Si (Self). Se não conhecerem o seu Ser interior, então não saberão coisa alguma. Assim sendo, é preciso que obtenham a sua Autorrealização. É preciso que conheçam o seu Ser interior ou Si (Self). Essa foi a segunda coisa sobre a qual Shri Krishna falou.

    Finalmente, Shri Krishna falou sobre Bhakti, que significa devoção. Essa também foi outra artimanha que Shri Krishna usou, quando dissertou acerca de Bhakti. Podem encontrar pessoas na rua cantando: “Hare Krishna, Hare Rama”. Ele chegou à conclusão apenas com uma palavra: Ananya. Ele disse que os seres humanos devem praticar a Ananya Bhakti. Ananya significa uma situação na qual ‘não existe o outro’, ou seja, quando alguém se submerge no Divino e fica inteiramente mergulhada no Divino. Shri Krishna disse que não aceitaria a devoção das pessoas, caso elas não estivessem completamente unificadas ao Poder Divino, pois, somente nesse ‘estado de união’ com o Poder Divino, deveriam exercitar a sua devoção. Ele disse que aceitaria coisas singelas como algumas folhas, algumas frutas ou um punhado de flores. Não obstante isso, para Ele a verdadeira devoção somente é possível quando os seres humanos se tornam unos com o Poder Divino, pois, em caso contrário, estarão apenas participando de uma representação teatral. Assim, essa terceira parte, que é Bhakti, vem após a obtenção da Realização do Si...

    ...Todavia, no ‘estado de testemunha’, compreenderão que obterão vibrações daquela pessoa. Perceberão quando uma pessoa é espiritual e, desse modo, vincular-se-ão a ela. Vocês não buscarão encontrar coisas superficiais ou artificiais, mas procurarão ligar-se às personalidades genuínas”.

5 de agosto de 2011

Shri Lakshmi

Shri Lakshmi 
Uma Visão Tradicional da Divindade


1. O Significado do Nome de Shri Lakshmi

O termo ‘lakshmi’ é derivado da palavra ‘lakshma’ que significa marca/sinal/símbolo. A palavra ‘Shri’ designa a essência da auspiciosidade e da prosperidade. Logo, Shri Lakshmi pode significar,  essencialmente, ‘um sinal de auspiciosidade’.

As origens de Shri Lakshmi podem ser detectadas no Rig Veda, ainda que a existência de uma ‘Deusa da Fertilidade’ pode ser encontrada mesmo antes dos Vedas, ou seja, no período pré-ariano.

No Rig Veda, Shri e Lakshmi são originalmente duas deusas separadas e são assim reconhecidas no Shri Sukta (quinze versos anexados à coletânea regular dos hinos do Khila Sukta), o quinto livro do Rig Veda. Todavia, mesmo antes desse reconhecimento,  conceito de Shri é mencionado no Rig Veda em muitas passagens. Ele é usado em combinação com outras divindades e refere-se aos poderes específicos e qualidades meritórias dessas divindades. Por exemplo, o ‘Shri’ de Agni refere-se a sua glória e ao seu poder de propiciar as oblações rituais para os deuses. As referências feitas ao deus Indra,  às quais adiciona-se Shri, indicam a sua conquista da glória, da grandiosidade, da importância e da preeminência dele em relação aos outros deuses.

Shri Vishnu

Shri Vishnu e seus Avatares - 
Uma Visão Clássica ou Tradicional da Mitologia Hindu
Shri Vishnu e Shri Lakshmi

A palavra 'avatar' vem do sânscrito  e significa 'descida'. Trata-se de uma encarnação de uma divindade sob uma forma humana/animal para combater o mal no mundo. O hinduísmo aponta 10 avatares de Shri Vishnu.

Cada criação ou Kalpa é igual a um dia e cada dissolução ou Pralaya é igual à uma noite na vida do Senhor Brahma. Uma Kalpa e uma Pralaya duram 4.320.000.000 anos humanos cada uma. Cada Kalpa tem 1.000 ciclos de quatro Yugas. Cada ciclo de quatro Yugas é completado em 4.320.000 anos humanos. As Yugas são chamadas de Satya, Treta, Dwapara e Kali.

A fim de preservar a criação do Senhor Brahma, o Senhor Vishnu tem de descer à Terra numa forma mortal. Uma encarnação do Senhor Vishnu é chamada de Avatar. Até agora, o Senhor Vishnu encarnou-se sob a forma de um peixe (Matsya), de uma tartaruga (Kurma), de um javali (Varaha), de um anão (Vamana), de um ser metade leão e metade homem (Narasimha). Além do anão (Vamana), o Senhor Vishnu encarnou-se nas figuras humanas: Parashurama (que significa Rama com o machado),  Rama, Krishna e Buda. O décimo Avatar está ainda por vir e se chama Kalki.

25 de julho de 2011

Shri Saraswati



Shri Saraswati é a Shakti, o poder e a esposa de Shri Brahma, o Criador. Ela é por isso a procriadora, a mãe de toda a criação. Ela representa a livre fluidez  da sabedoria e da consciência. Ela é a Mãe dos Vedas, e os cantos oferecidos à Ela frequentemente começam e terminam com lições védicas.
   
Literalmente, Saraswati significa “aquela que flui”. No Rigveda, Ela representa um rio e a Divindade que o rege. Ela está vinculada à fertilidade e à purificação.

12 de julho de 2011

Shri Buddha - História e Ensinamentos



Shri Buddha está situado no Agnya Direito do nosso Sistema Sutil.

A História de Shri Buddha

Suddhodhana e sua esposa Mayadevi eram os senhores do reino de Sakya. Certa noite a rainha Mayadevi teve um sonho de que um elefante branco com três trombas de cada lado havia tocado o seu ventre. Alguns meses mais tarde, enquanto ela estava viajando para a casa de seus pais, deu à luz um menino que foi chamado de Sidharta. O rei chamou o sábio Asita a fim de abençoar a criança e elaborar o mapa astral dela. O sábio predisse que Sidharta ou seria um grande rei ou renunciaria ao mundo e se transformaria num grande sábio.

O rei Suddhodhana não gostou da idéia de que seu filho renunciasse ao mundo. Ele quis assegurar-se de que Sidharta cresceria e se tornaria um grande rei. Suddhodhana ordenou aos seus subordinados que removessem todas as coisas do palácio que pudessem lembrar sofrimento ou miséria e cercassem o príncipe com todos os tipos de coisas luxuosas e prazerosas. O príncipe não podia sair do palácio.

10 de abril de 2011

História De Shri Fátima

Shri Fátima preside, juntamente com Shri Gruhalakshmi, o Nabhi Esquerdo e Shri Hazrat Ali controla, juntamente com Shri Nirmala Chitta, o Swadhistana direito.

Em consonância com os ensinamentos de Shri Mataji, Shri Hazrat Ali é uma encarnação de Shri Brahmadeva.

Glossário

Citações de Shri Mataji sobre Shri Fátima aqui



Shri Fátima foi a filha do Senhor Maomé e de sua primeira esposa Khadijah. Ela nasceu num tempo em que seu nobre pai havia começado a passar longos períodos no silêncio das montanhas em torno de Meca, meditando e refletindo sobre os grandes mistérios da criação.

7 de abril de 2011

História de Shri Sita

O nome ‘Sita’ significa sulco. Ela foi descoberta por seu pai (Raja Janaka) num sulco feito no chão por um arado e é considerada como sendo Filha da Terra.

Das personagens do Ramayana descritas por Valmiki, Sita é a menos analisada. Por isso, é preciso ler nas entrelinhas, para se ver que ela teve um papel crucial como intermediária em relação à natureza. É Sita que oferecia as libações aos espíritos da natureza. Ela arranjou tudo para tornar mais fácil o exílio de Rama nas florestas hostis. Ademais, ela foi a personagem que se sentiu menos perturbada pela perda da vida palaciana, quando seguiu seu marido no exílio.

Ramayana I

HARMONIA NO REINO DE AYODHIA

Há muito tempo, no norte da Índia, havia um reino chamado Kosala, cuja capital era Ayodhya. Era um reino próspero e feliz. Seu rei era Dasharatha, que era adorado pelo povo, pois era justo e bondoso.

O rei estava preocupado, porque não tinha um herdeiro e pediu a um homem santo, Vasishtha - o sacerdote do reino, que celebrasse um Yagnya, isto é, um ritual sagrado. Um Ser Divino surgiu nesse ritual do fogo e presenteou o rei com um Payasam, que é uma espécie de doce feito de leite com arroz e lhe disse: “cada uma de tuas esposas deve comer um pedaço desse doce e, no devido tempo, todas terão filhos”. Cada uma das três esposas do rei comeu desse doce Divino e, nove meses depois, tiveram quatro filhos. Da rainha Kaikeyi, nasceu Bharata; da rainha Sumitra, os gêmeos Shatrughna e Lakshmana e da rainha Kausalya, o filho mais velho, Rama, que é o sétimo Avatar do Senhor Vishnu.

História de Shri Vishnumaya

Yeshoda, esposa de Nanda, embora desejasse muito ter filhos, não conseguia engravidar. Na mesma época em que Devaki, esposa de Vasudeva, engravidou de seu oitavo filho (Krishna) - que seria o redentor do clã dos Yadavas e restaurador do Dharma – Yeshoda também ficou grávida, pela primeira vez, para sua grande felicidade.

História de Shri Krishna e Shri Radha

História de Shri Krishna

Shri Bhumi Devi (a Mãe Terra) estava desolada porque os reis tiranos estavam governando as suas terras e torturando os cidadãos comuns. Ela assumiu a forma de uma vaca e foi procurar o Senhor Brahma, a fim de pedir-lhe ajuda. O Senhor Brahma solicitou ao Senhor Vishnu que o auxiliasse. O Senhor Vishnu prometeu que ele e a Shesha Naga (a serpente sobre a qual o Senhor Vishnu repousa) desceriam à Terra, no afã de salvar Shri Bhumi Devi dos reis tiranos.


Histórias de Shri Durga

(ou SHRI JAGADAMBA ou SHRI MAHAMAYA)


Sempre que a virtude e o Dharma foram ameaçados pelas negatividades, um misterioso Poder Divino, na forma de Durga, também chamada de Shri Mahamaya ou de Shri Jagadamba, salvou a humanidade da aniquilação.
É o poder de Mahamaya, a Grande Ilusão, que torna possível a existência do mundo. Ela é também Yognidra (Nidra = sono) de Shri Vishnu, o Senhor do Universo. É por causa dela que existe esse mundo de ilusão. Ela é Bhagavati, a Maya que se infiltra até mesmo na mente dos mais sábios. Foi Ela quem criou todo o universo com as coisas que se movem e não se movem. É a doadora de dons aos seres humanos a fim de lhes propiciar a liberação (Moksha). Ela é também o Supremo Conhecimento. É eterna e a causa da liberação final.
Foi sob a inspiração de Mahamaya \ Jagadamba que Shri Kartikeya matou o demônio Tarakasura, assim como Shri Krishna exterminou o demônio Bhandasura.

História de Shri Ganesha


Shri Parvati e Shri Shiva viviam num belo palácio perto do Monte Kailasha, nos Himalaias. Usualmente, Shri Shiva ausentava-se de casa, deixando, a cargo de Shri Parvati, todas as tarefas domésticas. Por isso, quando ela estava fazendo alguma coisa, por exemplo, quando se recolhia para meditar, a todo momento, era interrompida pelos mais diversos motivos. Um dia, ela deu uma ordem para que nenhum empregado a perturbasse e ordenou também a Nandi, a montaria de seu marido e chefe dos Ganas do Senhor Shiva, que não permitisse que ninguém entrasse no palácio naquela hora, pois ela iria preparar-se para o banho. Dois minutos depois dessa ordem ter sido dada, chegou ao palácio o Senhor Shiva que foi entrando. Nandi nada disse porque pensou: “não posso impedir que o Senhor Shiva o meu senhor e dono do palácio deixe de entrar em sua casa.”


Shri Parvati estava se preparando para o banho e já havia escolhido um belo sari para vestir e até soltado os seus cabelos, quando Shri Shiva entrou no quarto sem pedir licença. Shri Parvati fechou a cara e disse: “Nandi me desobedeceu. Ordenei a ele que não permitisse a entrada de ninguém no palácio e aqui está você ! Você é o meu marido, mas não tem o direito de entrar em meus aposentos sem a minha permissão.” Shri Shiva achou graça da braveza de Shri Parvati, o que a deixou mais aborrecida.

Então, ela pensou: “preciso de um Gana que obedeça apenas a mim.” Em seguida, ela foi para as margens do rio Gânges e começou a tirar de seu corpo a pasta de açafrão e sândalo que misturada ao pó da terra e água, ela fez uma espécie de barro e com ele foi modelando uma criança que aparentava ter, mais ou menos, 10 anos. Quando ela terminou, achou-o tão lindo e com a aparência de tão forte e, ao mesmo tempo, tão doce, que ela resolveu chamá-lo de SUMUKHA. No entanto, SUMUKHA era ainda uma estátua e não um ser vivo. Para dar-lhe vida, Shri Parvati começou a banhá-lo nas águas do rio Gânges. De repente, aquele que parecia uma criança de 10 anos, foi se tornando enorme. Tão grande que Shri Parvati parecia ser do tamanho de uma formiga perto dele. Nesse momento, ela ainda estava admirando o milagre que havia acontecido com SUMUKHA, quando apareceu a Deusa Ganga (que é o próprio rio Gânges) dizendo-lhe: “veja, esse é o meu filho VIKATA.” Shri Parvati replicou: “ele não é seu filho. Ele é VIKATA, mas é meu filho SUMUKHA.” As duas discutiam de quem era o filho, quando SUMUKHA - VIKATA, que já havia retomado seu tamanho normal, correu para Shri Parvati, fez-lhe um Namaskar e disse-lhe: “a senhora é a minha mãe.” A Deusa Ganga não se importou, porque ela sabia, desde o início, que ele era filho de Shri Parvati. No entanto, ela havia se encantado tanto com ele, que o queria para si.

Shri Parvati então voltou para o palácio e disse a SUMUKHA-VIKATA: “eis aqui esta clava que é a sua arma. Você não deve permitir que ninguém, mas absolutamente ninguém entre no palácio, sem a minha permissão.” Nem bem Shri Parvati havia entrado, chegou o Senhor Shiva. Ao avistar o garoto, ele disse a um de seus Ganas: “quem é aquela criança que está à porta do palácio montando guarda? Eu nunca a vi. Como é bonita essa criança !” 

Ao aproximar-se da porta, Shri Shiva teve a sua entrada barrada por SUMUKHA, que lhe disse: “alto lá ! Ninguém entra sem a permissão de minha mãe.” Shri Shiva fechou a cara e disse: “Oh criança, saia de meu caminho. Você sabe quem sou eu?” SUMUKHA nada falou, mas o empurrou vigorosamente com sua clava. Shri Shiva ficou furioso e gritou: “Criança! Eu sou Shiva, marido de Parvati e dono dessa casa. Como ousa proibir-me de entrar em minha própria casa?” Mais uma vez, SUMUKHA nada disse, mas apenas levantou a clava de forma ameaçadora.

Shri Shiva foi então para junto de seu exército de Ganas e ordenou: “tirem aquela criança de lá!” Imediatamente, os Ganas foram cumprir a ordem, rindo com a perspectiva de se divertirem com tarefa tão fácil. Ao se aproximarem de SUMUKHA, um deles disse: “vai saindo desse lugar, se é que você tem amor à vida.” Outro Gana falou-lhe: “não se esqueça de que somos os Ganas de Shri Shiva. Por isso, saia daí". SUMUKHA respondeu-lhes: “vão vocês embora daqui, senão terão que experimentar a força de meu braço e o meu valor.”

Dentro do palácio, Shri Parvati, perturbada pelo barulho que vinha de fora, saiu de seu quarto, a fim de saber o que estava acontecendo. Uma serva informou-a do que estava ocorrendo. Shri Parvati pensou por um momento que, como Shri Shiva era seu marido, ele tinha o direito de entrar. Mas, ela não concordava com sua forma de agir, tentando entrar pela força. Decidiu então enviar a serva até SUMUKHA com um recado: “diga-lhe para não deixar ninguém entrar.” Esse recado deixou SUMUKHA com plena certeza de que estava agindo corretamente. 

Ele, então, disse aos Ganas: “Eu sou filho de Shri Parvati . Vocês são os Ganas de Shri Shiva. Vocês têm de obedecer às ordens que receberam e eu as minhas. Assim repito: Shri Shiva não entrará sem o consentimento de minha mãe.”

Os Ganas ficaram cheios de dúvidas sobre o que fazer. Eles estavam diante do filho de Shri Parvati e não tinham certeza se Shri Shiva haveria de querer que eles lutassem contra seu próprio filho. Então, eles foram até Shri Shiva e lhe deram o recado de SUMUKHA. “Senhor, o filho de Shri Parvati se recusa a deixá-lo entrar.”

Shri Shiva ficou pensativo e chegou à conclusão de que ele tinha um grande problema pela frente. Pensou: “se eu retirar os meus Ganas, eles vão pensar que sou subserviente em relação à minha mulher. Assim, vou ordenar que voltem e lutem contra essa criança impertinente.” Em voz alta, falou: “Tudo aqui Me pertence, inclusive o filho de Parvati. Por isso, uma batalha seria, em princípio, desnecessária, mas se não aceitarmos o desafio vamos ser mal compreendidos. Voltem lá e lutem. Verão que será fácil vencê-lo.” Os Ganas pegaram todas as suas armas e foram enfrentar SUMUKHA. Este, quando viu todo aquele exército, exclamou: “sou apenas uma criança que está obedecendo à sua mãe. “Bem-vindo, oh exército de Ganas de Shri Shiva.”

Os Ganas lançaram o seu grito de guerra, tendo à frente Nandi, o seu líder. Este tentou agarrar SUMUKHA pelas pernas. Mas ele deu-lhe um golpe com sua clava derrubando-o. Outros vieram e, um a um, foram derrotados. O campo de batalha ficou cheio de Ganas feridos, sendo que muitos fugiram em debandada.

Assistindo à batalha estava o sábio Narada, que correu e foi avisar os Deuses Brahma, Vishnu e Indra, sobre o que estava ocorrendo. Estes foram imediatamente ter com Shri Shiva, que pediu a Shri Brahma para ir falar com SUMUKHA. Shri Brahma disfarçou-se de brâmane e acompanhado de muitos sábios foi à porta do palácio. Antes que dissesse qualquer coisa, SUMUKHA agarrou-o pela barba para derrubá-lo. Shri Brahma pediu-lhe que tivesse calma, avisando que vinha em paz, mas SUMUKHA não quis conversa e, com sua clava, afastou todos.

Quando Shri Brahma relatou o ocorrido a Shri Shiva, este ficou preocupado e concluiu que o garoto tinha de ser destruído para que a ordem voltasse ao normal. Shri Shiva então chamou Shri Karttikeya, para comandar o exército de Ganas, que junto com Shri Indra, com seu exército de Devas, deveriam destruir o garoto.

Os dois exércitos imensos avançaram em direção ao menino para fazê-lo render-se. Ele estava lutando valentemente e sua mãe, quando viu aquela situação injusta e desigual ficou furiosa. Ela então chamou Shri Kali e Shri Durga a fim de ajudarem SUMUKHA. Shri Kali foi para fora e abriu sua boca, a fim de engolir todas as armas possíveis, enquanto Shri Durga mandava raios sobre os guerreiros. Em pouco tempo, os dois exércitos bateram em retirada. Seus chefes foram relatar a Shri Shiva a tremenda derrota que lhes foi imposta. Shri Shiva concluiu que ele próprio teria que matar SUMUKHA. Shri Shiva foi então em companhia de Shri Brahma, Shri Karttikeya, Shri Vishnu e Shri Indra, com seus exércitos, atacar SUMUKHA. Este, imperturbável, derrotou os chefes dos exércitos dos Deuses. Vendo aquilo, Shri Shiva achou que o menino era invencível e só com astúcia ele poderia vencê-lo. Esse mesmo pensamento passou pela cabeça de Shri Vishnu, que disse a Shri Shiva: “vou usar os meus poderes de ilusão para lutar com ele.” No entanto, Shri Kali e Shri Durga perceberam as intenções de Shri Vishnu e resolveram que iam interferir para, ao mesmo tempo, tornar ineficaz a Maya de Shri Vishnu e dar a SUMUKHA mais força.

Assim, quando Shri Vishnu aproximou-se montado em seu Garuda, com seu disco fatal, SUMUKHA atirou contra ele sua clava que só não o derrubou, porque Garuda o apanhou no bico. Shri Shiva aproximou-se e atirou seu tridente, mas SUMUKHA conseguiu desviar-se dele. Nesse mesmo momento, Shri Vishnu voltou e com seu disco destruiu a arma de SUMUKHA. Shri Shiva veio por trás e cortou a cabeça de SUMUKHA, com seu tridente. Houve um grito de vitória entre os Ganas. Imediatamente, após ter feito isso, Shri Shiva arrependeu-se e pensou: “como irei encarar Parvati? Ele era o nosso filho e eu o destruí.”

Shri Parvati ao saber que seu filho havia sido morto ficou furiosa e solicitou à Shri Kali e à Shri Durga que destruíssem todos os Ganas e Devas, e prometeu que, depois disso, ela iria destruir o universo.

Vendo os Ganas sendo devorados por Shri Kali e mortos por Shri Durga, os Deuses perceberam o erro que haviam cometido. Shri Vishnu e Shri Brahma correram até Shri Parvati a fim de lhe pedirem clemência.

“Muito bem”, disse ela, “restituam a vida a meu filho e deem a ele um status de honra entre vocês, os Deuses, e eu não destruirei o universo.”

Shri Vishnu e Shri Brahma foram até Shri Shiva a fim de relatar-lhe as exigências de Shri Parvati. Ele então pediu a Shri Vishnu que voasse em direção ao norte e trouxesse a cabeça da primeira criatura que cruzasse o seu caminho, a fim de fixá-la no tronco de SUMUKHA para que a vida lhe fosse, em seguida, restituída. Shri Vishnu assim fez e encontrou um bebê elefante e usando o seu disco cortou-lhe a cabeça e a levou para Shri Shiva. Shri Brahma pegou um pouco de água de seu pote e colou a cabeça do elefante no corpo de SUMUKHA e, simultaneamente, restituiu-lhe a vida. A criança ressuscitada sentou-se feliz e sua mãe a colocou no colo.


Entretanto, Shri Parvati ainda não ficou satisfeita e perguntou como eles cumpririam a exigência referente ao status de SUMUKHA.

O primeiro a se manifestar foi Shri Shiva que, cheio de admiração pela coragem, valor e devoção de seu filho, assim falou: “seu nome será GANESHA, ou Senhor dos Ganas, e quero que ele seja não somente o Líder dos Ganas, conduzindo-os nas batalhas, e por isso GANADHIP, mas o seu Chefe Supremo, isto é, GANADHYAKSHA.

Em seguida, Shri Vishnu aproximou-se, abençoou Shri Ganesha e disse que este seria adorado antes de todos os Deuses e antes de todos os empreendimentos, porque ele seria aquele que destruiria todos os obstáculos, isto é, VIGHNANASHA.

Shri Brahma fez a Shri Ganesha o seu Namaskar e afirmou que o tempo e a morte não existiriam, dado que ele seria eterno, isto é, KAPILA.

Nandi, o touro, que havia sido chefe dos Ganas, saudou Shri Ganesha como GAJANANAH (que tem uma face de elefante), porque este era unificado com o Divino, não tendo desenvolvido ego, nem superego e nem condicionamentos.

Os Ganas cheios de alegria com seu valoroso chefe, e por terem sido salvos da destruição, gritaram: “Jay GAJAKARNAKA (que tem orelhas de elefante), o mais corajoso e bravo de todos os Ganas.

Shri Ganesha é também conhecido como EKADANTA, LAMBODARA, DHUMRAKETU E BHALACHANDRA, porque participou de muitas outras aventuras.

Shri Ganesha é também chamado de EKADANTA (EKA=UM e DANTA=DENTE), porque ele usou, de forma criativa, um de seus dentes como vamos ver.

Certa vez, Shri Brahma pediu-lhe que escrevesse o que lhe seria ditado. Como Shri Ganesha não tinha uma pena para escrever ele arrancou uma de suas presas para fazê-lo. Em outra ocasião, ele fez a mesma coisa para ajudar o sábio Vyasa a escrever o Mahabharata.

De outra feita, ele usou esta mesma presa para combater Parasurama, o sábio brâmane, que era muito conhecido pelo seu mau humor. Parasurama tinha ido visitar os pais de Shri Ganesha, ou seja,Shri Shiva e Shri Parvati, mas estes já haviam se recolhido aos seus aposentos, sendo que, de acordo com a ordem de Shri Shiva, ninguém deveria perturbá-los. Parasurama ficou furioso com isso e resolveu punir Shri Ganesha. No entanto, ele não esperava que seu pequeno oponente fosse tão forte e tão ágil para combatê-lo. No entanto, para sorte de Parasurama, antes de atingi-lo, Shri Ganesha viu que Parasurama tinha como arma o tridente que lhe havia sido dado por Shri Shiva. Shri Ganesha reconheceu a arma de seu pai, poupou seu opositor e recolocou sua presa no lugar. De qualquer modo, mesmo que Parasurama tivesse querido usar o tridente contra Shri Ganesha não poderia tê-lo feito, porque Shri Ganesha já o havia imobilizado.

Shri Ganesha também usou sua presa contra a Lua. Certa vez, ele havia comido muitos doces ou Modakas (bolinhos de arroz) e para ajudar a digestão foi dar um passeio pela floresta. Sua barriga estava tão cheia que estourou e dela caíram alguns Modakas. Shri Ganesha rapidamente apanhou-os e recolocou-os no estômago e a fim de mantê-los lá, amarrou a barriga com uma serpente chamada Vasuki que estava passando perto dele. A Lua lá no céu achou muita graça de tudo isso o que deixou Shri Ganesha furioso. Para punir a Lua pelo seu desrespeito, Shri Ganesha lançou contra ela a sua presa.

Quando a sua presa estava voando pelo céu em direção à Lua, ela ficou imensa e cobriu a Lua inteiramente, deixando a Terra em total escuridão. A Lua então percebeu a besteira que tinha feito. Muito contrita e cheia de remorso pediu perdão a Shri Ganesha. Ao mesmo tempo, os Deuses correram até Shri Ganesha e também pediram para que ele perdoasse a Lua e retirasse a escuridão que caíra sobre a Terra. Os Deuses estavam muito apreensivos, porque se a Terra ficasse na escuridão, era a oportunidade para as negatividades atacarem os homens (daí porque não é auspicioso olhar para a Lua num eclipse lunar). Shri Ganesha perdoou-a, mas deixou grandes cicatrizes na face da Lua, feitas por sua presa. Por isso, no aniversário de Shri Ganesha não se pode olhar para a Lua. Shri Mataji recomenda que, nesse dia, devemos olhar para a Terra que é o elemento de Shri Ganesha.

Muitas pessoas acham que esta história também explica por que Shri Ganesha é chamado de LAMBODARA. O verdadeiro motivo para isso é que a sua Kundalini está em seu estômago. Como não temos a Kundalini no estômago, temos de desenvolver a qualidade do Chakra ao qual pertence este órgão: a SATISFAÇÃO. Já Shri Ganesha não precisa de nada, pois Ele é plenamente satisfeito com seu rosto, com sua barriga grande, com suas orelhas de elefante, com seu humilde veículo - o camundongo, etc. Além disso, não fica sujeito às tentações do tipo: querer ter muito dinheiro, comer comidas gostosas (chocolate, doces, etc.), ter muito poder para mandar nos outros, ter a esposa mais bonita, etc. Em suma, ele não tem tentações. Segundo afirma Shri Mataji, ele não precisa superar as tentações do Muladhara Chakra, porque está acima de quaisquer tentações. Tudo isso porque seu desejo é puro e deseja apenas agradar a sua Mãe, de impedir que qualquer problema A perturbe, de dar a Ela apenas alegrias.

A sua barriga é grande porque representa também o desapego absoluto, a liberdade absoluta. Shri Mataji diz que seu “puro desejo encontra-se belamente atado ao seu estômago”. De acordo com ela, depois de algum tempo, Shri Ganesha teria substituído a serpente por uma faixa cinza, daí ter sido chamado de DHUMRAKETU. Shri Mataji disse: “seu desejo puro está belamente atado em seu estômago”.

Por último, vamos saber por que Shri Ganesha é chamado de Bhalachandra. Poderia ter sido pela briga que teve com a Lua. No entanto, parece que foi outro o motivo.

Sabemos que Shri Ganesha é um sábio e sua maior sabedoria é obedecer à sua Mãe, sem qualquer questionamento. Ele nunca diz não e também não pergunta por que quando sua Mãe lhe manda fazer alguma coisa. Um dia, sua Mãe disse a Shri Ganesha e Shri Karttikeya, seus dois filhos: “darei um presente a quem der uma volta completa na Mãe Terra.” É fácil adivinhar qual era o presente: a Lua. Shri Karttikeya pensou: “vou ganhar com facilidade, pois o meu veículo é um pavão, que voando dará a volta na Terra com muito mais rapidez do que o ratinho, veículo de meu irmão Shri Ganesha. Shri Ganesha montou no seu ratinho, que é usado como veículo porque é muito humilde, mas como ele é também muito sábio pensou: “por que deveria dar voltas em torno da Mãe Terra, se minha Mãe é superior à Mãe Terra?” Assim ele deu três voltas em sua Mãe e ganhou o prêmio. Ele colocou o presente (a Lua) em sua testa e é por essa razão que ele é chamado de BHALACHANDRA.


Fonte : Apostila Muladhara Sahaja Yoga

10 de março de 2011

O Casamento de Shri Shiva e Shri Parvati


     A cidade de Oushadhiprastha situada no Himalaia era governada pelo Rei Parvataraja (literalmente, o Rei da Montanha), um grande devoto de Shiva. Por ser o Senhor de todo o território do Himalaia, ele era também chamado de Himavanta. Esse rei era justo, virtuoso e amado por seus súditos. Seu reino ficava próximo de Kailasa, a morada divina de Shiva. A rainha se chamava Menadevi e era uma ninfa celestial. Da união dos dois nasceu Mainaka, um garoto belo e saudável. A rainha, no entanto, nutria o desejo puro de ter uma filha. Ela própria era devota de Shiva e resolveu fazer penitência para a esposa de Shiva que se chamava Dakshayani (ou Sati). Menadevi entrou em meditação profunda e obteve a graça de ver Dakshayani que lhe prometeu que ela própria, numa encarnação futura, reencarnaria como sua filha.