1 de setembro de 2013

Anandas



Trecho da Palestra em Viena, 02 de maio de 1985

."Na Sahaja Yoga existem diferentes tipos de Anandas, na medida em que cresçam de uma para outra. 

Swananda:
Por exemplo, podemos dizer, o Espírito, quando vocês veem o Espírito,  alcançam uma Ananda chamada Swananda. Isso significa que sentem seu próprio Espírito e sentem-se muito felizes. 

Parananda:
Depois vocês dão a Realização para os outros e obtém Parananda, alegria dos outros. 

Brahmananda:
Mas quando vocês obtém a satisfação do bem-estar na saúde e tudo bem materialmente e tudo mais em Santosha, em satisfação completa, então isto é Brahmananda. E dessa forma, vocês começam a sentir alegrias mais e mais elevadas dentro de si. Porque seus nervos começam a se abrir para novas dimensões.

Krishnananda:
Assim vocês podem dizer que no nível de Krishna, vocês obtém Krishnananda, onde vocês alcançam a doçura, a madhurya

Shivananda: E quando vocês veem sua generosidade, então alcançam Shivananda.

Ganeshananda:
E quando estiverem com crianças, alcançam Ganeshananda.

E isso pode ser descrito. 

Nirananda:
Todas essas (alegrias) podem ser descritas menos Nirananda, porque é a alegria de Mahamaya. Todas estas alegrias em conjunto são Nirananda. Assim não há lugar absolutamente para o ego e o superego. O Sahasrara é completamente aberto e nada mais do que a completa comunicação é estabelecida com o divino. E há uma efusão de luz, o tempo todo, na cabeça e a luz retorna. Isso vocês viram em Minha fotografia. É como se o Sahasrara se tornasse como um filho que mama na Mãe Universal, sugando a alegria e esta é novamente refletida de volta. Seria como as ondas que alcançam as margens e aí são novamente refletidas, elas voltam e então formam um modelo.
Agora, como vocês podem descrever a alegria que jorra desse padrão? A única coisa sobre Nirananda é que vocês têm Mahamaya tão perto e tão distante. Esta é a peculiaridade. Completamente sem pensamentos. Silêncio lá, completo silêncio, não pensem. É apenas silêncio que não podem colocar mais em palavras, porque as palavras rompem com a força de Ananda. Elas não podem mantê-la."