29 de junho de 2014

Puja do Guru com Shri Mataji

O próprio Guru


Trecho do Discurso do Puja do Guru, em Cabella, Itália, em 28 de julho de 1991.


Rigor:
"...O princí­pio do Guru é extremamente rigoroso, e o rigor fez com que muitas pessoas não pudessem se adaptar aos ideais de um discí­pulo. Naqueles dias, o Guru tinha que ser, sem dúvida, a autoridade, e era o guru quem decidia quais discí­pulos ele teria. E a pessoa tinha que fazer uma grande tapasya, grandes penitências, até mesmo para tornar-se um discí­pulo. E essa provação era a única forma que o Guru usava para julgar.

Os Gurus sempre viviam nas florestas e eles selecionavam seus discí­pulos, que eram muito poucos, muito, muito poucos, e eles tinham que ir mendigar comida nas vilas vizinhas, e cozinhar para o guru deles com suas próprias mãos, e alimentar o guru. Esse tipo de coisas de guru não existem na Sahaja Yoga. Basicamente, nós temos que entender que a diferença entre aqueles estilos de agir do guru e o que temos hoje é este: era dada a muito poucos indiví­duos, a chance de se tornarem o guru, a muito poucos. E esses poucos também eram selecionados dentre muitas pessoas e eles sentiam que eram realmente especiais por terem sido selecionados, escolhidos, e seja o que for que eles tivessem que passar, seria tudo bem-vindo.

A Chave

“A Sahaja Yoga se prova por si mesma. Ela não precisa da sua ajuda. Se há Verdade, então vocês melhoram (a si mesmos) por aceitar a Verdade. Sua posição se eleva, não a posição da Verdade.”

Shri Mataji Nirmala Devi no discurso realizado no Seminário da Sahaja Yoga em Bordi Shibir, Maharashtra, Índia (27 de janeiro de 1980)

Soundcloud

Nota de Sahaja Yogi: Anavopaya seria mais um movimento de negação ou discriminação de fora para dentro e Shaktopaya seria um movimento completamente afirmativo e integrador de dentro para fora, onde Nirodha opera internamente, espontaneamente.


“A Sahaja Yoga não é para Mim, absolutamente, Eu não tenho de praticá-la. Vocês é que devem praticá-la e ganharem conhecimento do que é o seu Si. A única coisa que posso fazer é Shaktipath. Mas realmente nem isso Eu faço, lhes digo. Eu nada faço, estou apenas parada quieta. É simplesmente gerenciado , o que posso fazer? É a Minha natureza. Simplesmente flue. Funciona dessa maneira” (…)

26 de maio de 2014

Pena, condenação e compaixão


Trechos do discurso realizado no Puja da Devi, Dourdan, França em 18 de maio de 1986.
"Não deve haver pena, mas sim compaixão, e isso irá tirar vocês da ideia insensata de terem pena de si mesmos e dos outros e de sentirem-se o tempo todo tristes por nada; porque se vocês pedem por piedade assim, então vocês serão dignos de pena também. Quero dizer, vocês estarão numa condição digna de pena também. Mas se vocês têm compaixão, então não rebaixam essa pessoa, não a fazem sentir-se inferior, mas vocês a encorajam e ela sente força. Como um dedo ferido em vocês, vocês apenas tentam suavizá-lo e serem compassivos em relação a ele, não tentam degradá-lo com: ‘Você não é bom’, porque ele é parte integrante de seu ser.

Assim, a compaixão fica entre a condenação e a pena. Na compaixão vocês têm de condenar tudo que seja errado, os bhoots, a feiúra (espiritual), tudo que seja errado. Assim, vejam, vocês fazem essa pessoa enxergar que 
absolutamente não apreciam o que ela é  e isso é apenas compaixão e não pena. Se as pessoas do lado esquerdo querem ser dignas de pena e se vocês sentem pena delas, elas ficam ainda pior. Assim, dizer: ‘pobre pessoa, pobre homem’ ou ‘pobre idosa’ é algo errado."

24 de maio de 2014

O Guru é a energia viva



Trecho do discurso do Puja do Guru, 28 de julho de 1991

Energia viva:

"E por causa do nosso trabalho coletivo, nós temos que saber que o amor é uma fonte de energia que faz as coisas crescerem de uma maneira viva.

É uma energia que é viva. Tentem entender agora. Isso é...as pessoas não entendem. O amor não significa que vocês abracem alguém ou façam algo, mas é uma energia viva que compreende, que os faz crescer. Eu espero que vocês tenham visto Meus livros, e espero que os tenham lido. Neles, Eu descrevi para vocês muito claramente o que é a energia viva dentro de nós que atua. E qualquer coisa que esteja atuando, por exemplo, vejam esta flor.

Eu não posso ordenar que ela cresça direito. Ela está se movimentando do seu próprio modo; deixem-na como está. Ela parece bela porque nenhuma flor se parece com alguma outra flor. A energia viva nunca cria a mesma coisa exatamente igual a outra; somente plásticos podem ser feitos assim. Agora, quando ela está crescendo, ela está crescendo do seu próprio modo. Assim, seja o que for que esteja formado dentro de você, é uma energia viva, intrínseca, mas é uma energia viva, e que atua. Ela floresce por si mesma.