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| Diwali 1985 |
Trechos do Discurso realizado no Puja do Diwali em Tivoli, Roma, em 17 de novembro de 1985
É o óleo que queima e dá luz:
"...Nós tivemos muitas lamparinas bonitas e muito óleo para queimar, mas não havia a faísca para iluminar as deepas (luzes). E o pavio, como vocês o chamam – é chamado de bati em Hindi – é como a sua Kundalini que teve de encontrar a faísca. As lindas lamparinas eram todas um desperdício, sem propósito, obtusas. E essa é a grande bênção dos tempos modernos em que tantas luzes estão iluminadas e nós estamos tendo um Deepavali de corações humanos. Quando vocês se tornam a luz, vocês não se preocupam com a lamparina, como ela parece, como é feita, está tudo feito. Vocês têm apenas de se preocupar com a chama, com o óleo, porque é o óleo que queima e dá luz.
Em Sânscrito, que é a linguagem dos deuses, o óleo é chamado de ‘snigdha’, ‘snigdha’; é algo que é macio, mas é ‘snighda’. E ‘sneha’ significa ‘amizade do amor’. E os poetas em outras línguas usaram esta palavra de um modo diferente, chamando de ‘niha’. Eles cantaram o louvor desse amor.
Óleo limpo:
...O amor é a coisa que dá a luz. Se o óleo não está limpo, está contaminado, produz fumaça, mas se é puro, dá uma luz brilhante sem nenhuma fumaça. Mas quando esse óleo é fragrante, então a luz também dá fragrância. O óleo é feito de várias coisas. Aquele que vem da Mãe Terra não pode ser usado porque é muito materialista, tem carbono. Como o petróleo, querosene, eles poluem a atmosfera. Aí aquele óleo que vem dos animais, alguns deles muito venerados na Índia, tem um tipo muito peculiar de snigdha, ou podemos chamar de ghee ou óleo, que dá uma luz muito calmante e pacífica.
