25 de maio de 2011

Mohamed (Maomé)



MUHAMMAD RASUL ALLAH = MAOMÉ PROFETA DE DEUS

"Se existe algo mais importante do que a esmola,  o jejum e a prece,  é a reconciliação de dois amigos,  porque a inimizade e o ódio privam o homem de todas as recompensas celestes".

Maomé nasceu entre 570 e 580 anos da era cristã no meio dos judeus,  árabes e cristãos.  Meca era um entreposto comercial e centro de peregrinação por causa do templo da Caaba,  que se acredita ter sido construído por Abraão,  e numa de suas paredes está incrustada a pedra negra que um anjo entregou a Agar,  mãe de Ismael,  ancestral de todos os árabes e meio-irmão de Isaac.

Maomé era originário de uma tribo de nômades,  ao mesmo tempo bandoleiros e criadores de gado,  os Koraïch.  Órfão de pai desde seu nascimento,  ele perdeu sua mãe aos oito anos.  Foi educado por seu tio e se tornou um condutor de caravanas reputado por sua integridade.  Ele foi posto a serviço de uma rica viúva quadragenária,  Khadija,  com quem ele se casou com a idade de 25 anos.  Eles tiveram sete filhos,  entre os quais, Fátima,  que encarnou o princípio de Mahalakshmi.

Khadija ajudou Maomé no início de sua vida de profeta,  quer pela confiança que ela tinha nele,  quer pelos seus bens materiais.  Durante uma das meditações que ele fazia isolado na montanha,  o anjo Gabriel apareceu para ele e lhe ditou sua missão.  Ele se pôs então a pregar um novo monoteísmo,  conhecido como uma regeneração do judaísmo e do cristianismo: o Islã,  que significa submissão a Deus.

Ele preconizou um Deus abstrato que não se podia e nem se devia representar por imagens.  No entanto,  suas pregações perturbaram a ordem social.  Ele teve que se refugiar em Yathrib (hoje, Medina),  em 622,  que se tornou o ano zero do calendário muçulmano.  Pela primeira vez,  seus discípulos puderam praticar plenamente a sua fé,  nascendo assim a primeira comunidade.  Era preciso,  muitas vezes,  lutar para salvar as caravanas,  surgindo assim a guerra santa.  A cidade passa a ser chamada de Medina,  a cidade do Profeta.

No ano de 630 as guerras contra os politeístas acabaram e Maomé entrou,  pacificamente,  em Meca,  onde ele destruiu os ídolos,  bem como os velhos costumes cruéis.  Após a morte de Khadija,  ele se casou com Aïcha.
Foi em Medina que ele faleceu de pleurisia em 632.  Ele quis apenas restaurar a Revelação feita por Deus a Adão,  Noé,  Abraão,  Moisés e Jesus. Maomé se considerava um Profeta,  e não o Filho de Deus.  Ele insistia em que as pessoas tivessem consciência da onipresença e onipotência de Deus.  Mostrou a perspectiva do Apocalipse,  quando então apenas os verdadeiros crentes serão salvos: "Neste dia,  as suas mãos falarão e as suas bocas ficarão fechadas".

CARTA DE MAOMÉ AO IMPERADOR DE CONSTANTINOPLA
"Em nome de Deus, o Muito Misericordioso,  o Todo Misericordioso!  De Maomé,  Escravo de Deus e Seu Enviado,  para Heraclius,  o grande chefe dos Bizantinos:  Paz para quem segue o verdadeiro caminho!  Eu assevero que te chamo com todo apelo do Islã: abraça o Islã e tu serás salvo: abraça o Islã e Deus te dispensará um duplo mérito.  Mas se tu te privares dessa conversão,  os crimes dos camponeses recairão sobre ti.  Oh, seguidor da Santa Escritura,  vem e aceita a palavra que é a mesma para ti e para nós: que nós não adoramos senão um Deus,  que nós não O associamos ao que quer que seja e que,  entre nós,  ninguém se comporta perante os outros como Mestres afastados de Deus.  Se eles se furtarem,  tu dirás: sê testemunha de que nós somos muçulmanos (literalmente, aqueles que são submissos a Deus).

Maomé falou longamente sobre o Dia do Juízo Final e prometeu o Paraíso para aqueles que levassem uma vida virtuosa em conformidade com o Alcorão e o Inferno para aqueles que ficassem contra Deus e Seus Mensageiros. Ao falar sobre o Dia do Juízo Final, na Surata 24 (A LUZ), ele afirma:

24. No dia (do Juízo Final) em que as suas próprias línguas, mãos e pernas testemunharão contra eles, segundo as suas ações.
25. Naquele dia, Deus lhes retribuirá o que tiverem merecido e saberão que Deus é a genuína Verdade que faz com que tudo se manifeste.
Na Surata 36 (IA.SIN), Maomé preconiza:
65. Naquele dia, selar-lhes-emos as bocas; mas suas mãos falarão; e seus pés testemunharão tudo que eles fizeram.
Na Surata 7 (AS ALTURAS):
57. É Ele que envia os ventos que anunciam as Suas graças. Quando carregam densas nuvens, dirigimos os ventos para uma terra morta e fazemos cair sobre ela a chuva, e eis que a terra produz todas as espécies de colheitas: assim ressuscitaremos os mortos. Meditai sobre isso.
58. A terra limpa e boa produz a vegetação com a permissão de Deus. No entanto, a terra ruim produz apenas plantas mirradas e inúteis. Explicamos assim os Sinais através de vários símbolos para aqueles que são gratos.

Para as pessoas comuns, Maomé estabeleceu leis bem simples. Segundo a lenda, o Arcanjo Gabriel (em árabe, Dyibril) transportou Maomé aos céus, onde ele se encontrou com antigos profetas e também com Deus. Deus lhe disse que as pessoas deveriam fazer 50 orações por dia. Maomé achou que 50 orações por dia eram um número excessivo e, por causa disso, foi pedir conselhos a Moisés (em árabe, Mussa). A partir dos conselhos dados por Moisés, Maomé negociou com Deus e conseguiu que o número fosse reduzido de 50 para 5 orações por dia. Moisés aconselhou Maomé a continuar negociando com Deus para ver se conseguia baixar esse número, porém Maomé disse a Moisés que sentia vergonha diante de Deus e não poderia fazer isso.

Assim sendo, Maomé estatuiu que o devoto deveria seguir os cinco pilares do islamismo:
1. Orações (Sálat): 5 vezes por dia mais a oração de sexta-feira na mesquita com a comunidade.
2. Zakát: é a esmola legal, que representa, aproximadamente, 2,5% dos rendimentos do devoto.
3. Shahada: é a profissão de fé de que “Não há outro deus além de Deus e Maomé é Seu profeta”.
4. Ramadan: mês durante o qual se jejua durante o dia, até que as estrelas apareçam no céu.
5. Hajj: é a peregrinação a Meca, pelo menos uma vez na vida.

O islamismo se utiliza dos seguintes documentos:
1. O Alcorão é o livro das revelações que foi ditado a Maomé, em seus transes, pelo Arcanjo Gabriel. Como Maomé não sabia escrever, o livro foi transmitido por tradição oral até que foi transcrito muitos anos após a sua morte.
2. Os Hadith que são os feitos do profeta e os relatos dos eventos de sua vida.
3. Shariah que é a lei civil e penal.
4. Sunna que é o conjunto de tradições e ensinamentos.
Maomé pregou a restauração da verdadeira religião, conforme se pode ver na Surata 3, 60-67, do Alcorão chamada “A tribo de Omran”:
60. Essa é verdade de vosso Senhor. Não estejais entre os céticos.
61. Àquele que disputar convosco após o conhecimento que vos foi dado, dizei: “vamos reunir nossos e vossos filhos, nossas mulheres e vossas mulheres, nós mesmos e vós mesmos e implorar a Deus e proferir uma maldição contra os impostores”.
62. Esse é um relato verdadeiro. Não há deus, senão Deus, o Poderoso, o Sábio.
63. Se virarem as costas e se afastarem, Deus bem conhece os corruptores.
64. Dizei: ‘oh, adeptos do Livro (a Bíblia), entremos em acordo sobre uma posição comum: que não adoremos senão a Deus, que não Lhe associemos ninguém, que nos tomemos uns aos outros por Senhores, em vez de Deus’. Se se afastarem, dizei: ‘sede testemunhas de que somos submissos’.
65. Oh, adeptos do Livro, por que argumentais a respeito de Abraão, já que a Tora e o Evangelho foram revelados depois dele? Não raciocinais?
66. Tendes argumentado acerca do que conheceis. Por que argumentais agora acerca do que não conheceis? Deus sabe tudo e vós não sabeis nada.
67. Abraão não era judeu e nem cristão. Era um homem de fé pura e entregue a Deus. Ele não era um idólatra.

Maomé preconizou a adoção de uma religião natural e inata, como se pode ver na Surata 30, 30 denominada de “As Mulheres”:
30. Consagrai-vos à união com Deus, sede um homem de fé pura, e segui a índole natural e elevada com que Deus fez o homem. A criação de Deus não muda. Essa é a religião verdadeira, embora a maioria dos homens não saiba disso.
No islamismo, Deus é tornado inteligível através de Seus atributos, dado que para os seres humanos é difícil compreender um Deus sem forma, como se pode ver nos atributos contidos nos 99 nomes de Alá. Não obstante isso, o ensinamento islâmico essencial concentra-se na UNICIDADE DE DEUS, sendo que os atributos Divinos não se destinam a explicar a natureza de Deus, mas apenas torná-Lo compreensível para a mente humana. Assim, Deus pode ser “compreendido” como sendo aquele que é: o Criador, o Pai, a Mãe, o Sustentador, o Juiz, o Perdoador, a Fonte e a Meta de toda manifestação, Aquele que está sempre com, dentro e fora de Suas criaturas, Aquele que observa todos os sentimentos, pensamentos e ações de Suas criaturas, Aquele que traça o destino dos seres humanos, Aquele diante de quem os seres humanos têm de prestar contas de seus atos.

Ademais, o islamismo reconhece como profetas as grandes personalidades da Bíblia: Adão, Noé (em árabe, Nuh – Surata 71), Enoch (Idris), Abraão (Ibrahim, Surata 14), José (Surata 12), Jonas (Surata 10), Moisés (Mussa), Salomão, Jesus (em árabe, Issa: que é o “Verbo e o Espírito de Deus”, mas “Servidor de Deus”). Na qualidade de Mahdi (novo Messias), Jesus deve regressar à Terra no final dos tempos. O islamismo reconhece também e não questiona a “concepção imaculada” de Maria (Myriam ou Mariam) e afirma que ela foi fecundada por um Sopro de Deus e o Alcorão dedica-lhe a Surata número 19, denominada “MARIA”.
Os anjos também estão presentes no islamismo, como por exemplo, o Arcanjo Gabriel (Dyibril) que ditou o Alcorão para Maomé, Azrafil, o anjo que tocará a trombeta no Juízo Final, Azrail, o anjo da morte. Há também uma personalidade muito peculiar, guia dos Profetas e dos Buscadores, chamado de Jezr, que é o Profeta Oculto, vestido de verde.

Ao referir-se à uma só religião monoteísta e aos Profetas da Bíblia, Maomé deixa claro que a sua religião é a mesma de Moisés e de Jesus. Nesse sentido, o islamismo poderia ser considerado como a primeira grande “reforma” da tradição judaico-cristã.
O Espírito Santo é chamado em árabe de Ruhu el Qudus (Sopro Sagrado).


Fonte: Apostila Void da Sahaja Yoga

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