23 de março de 2014

O Conhecedor e o Conhecimento



Trecho da Palestra do Puja do Guru no ashram de  Dollis Hill, Londres, Inglaterra em 02 de dezembro de 1979. 

Soundcloud
Amruta

"Outro dia Eu lhes falei sobre Shambhavopaya e Shaktopaya". 26nov1979

A atenção e o conhecimento:
“...E o modo pelo qual você vai para dentro (de si) é o problema. Algumas pessoas dizem que se você continuamente sugerir a si mesmo que “estou indo para dentro”, você vai para dentro. É tudo imaginação. Pois quando a atenção está para fora, o conhecedor e o conhecimento são coisas distintas. Digamos, se eu não for uma alma realizada, eu verei isso aqui e começarei a pensar: "Quanto eles devem ter pago por isso, do que isso é feito, de onde eles arranjaram isso?” Todo tipo de coisas superficiais, como vocês as chamam. No máximo alguém pode dizer: “é algo de grande estética e tem um equilíbrio muito bom.” E tudo mais. No máximo. 
Mas é tudo externo. Porque o conhecedor (não realizado) que sabe a esse respeito, está no lado externo do conhecimento. 

Conhecimento externo e conhecimento interno:
Assim, há uma tremenda diferença entre o acontecimento externo e o acontecimento interno. Quando você vê um trem colidindo, dirá, “Oh, veja isso! O que eles fizeram? O condutor está errado e todas essas pessoas sofreram tanto” e todo o tipo de coisas, vocês começam a coletar dinheiro. Qualquer coisa que façamos, vejam. Mas o conhecimento a esse respeito está externamente ao conhecedor, o qual é o seu Si. Mas quando o acontecimento espiritual ocorre, o conhecimento e o conhecedor tornam-se unos.


Coeficiente do todo:
Por exemplo, esta máquina aqui, para uma pessoa normal, como lhes disse, será: “ela é tanto, ela custa muito” ou qualquer coisa assim. Mas para uma alma realizada deve ser, “ela está vibrando? Está emitindo vibrações? Que tipo de vibrações ela está emitindo? São boas ou ruins?” Porque então vocês começam a entender o ponto. O valor espiritual é um valor absoluto. E é a natureza daquilo que é a alegria espiritual. As vibrações dão-lhes alegria espiritual. As vibrações boas, quero dizer. O que são as boas vibrações? São nada mais do que o coeficiente do todo que a coisa está emitindo através dela, o Poder Onipresente que está dando alegria a vocês. É um valor absoluto.


Quem pensa é o Senhor Ego, não o Espírito:
Vocês pegam dez crianças que são almas realizadas; tapem seus olhos e peçam a elas para colocar as mãos na direção de uma pessoa. Todas elas vão mostrar a vocês o mesmo dedo, que está queimando(calor na ponta dos dedos); seja qual for o chakra que estiver bloqueado. Não haverá confusão, nenhuma segunda opinião sobre isso, nenhuma briga porque isso é o que é. Porque o conhecedor e o conhecimento são o mesmo. Por isso é que quando nossa atenção está para fora e nós estamos procurando alguma coisa e sabendo alguma coisa, então nós começamos a enxergar de acordo com o nosso pensamento e quem pensa é o Senhor Ego ou talvez o Superego.

Análise começa externamente, síntese internamente:
... digamos por exemplo, vocês casam duas pessoas nos tempos modernos. Assim, elas sentar-se-ão e se ocuparão disso. Como vocês podem fazer um casamento dar certo com seus cérebros? É uma questão do seu coração. Apenas desfrutem dele, alimentem-no. Elas irão sentar-se e ocupar-se dele, começar a analisá-lo. Elas não o podem sintetizar, a comida ficará fria, ela perderá todo o seu sabor e a coisa toda ficará desperdiçada. Elas (as pessoas) fazem a mesma coisa com as suas vidas. Por pequenas coisas elas criam problemas pelo ato de pensar. A análise começa pelo lado de fora e a síntese começa pelo lado de dentro.”