26 de maio de 2014

Pena, condenação e compaixão


Trechos do discurso realizado no Puja da Devi, Dourdan, França em 18 de maio de 1986.
"Não deve haver pena, mas sim compaixão, e isso irá tirar vocês da ideia insensata de terem pena de si mesmos e dos outros e de sentirem-se o tempo todo tristes por nada; porque se vocês pedem por piedade assim, então vocês serão dignos de pena também. Quero dizer, vocês estarão numa condição digna de pena também. Mas se vocês têm compaixão, então não rebaixam essa pessoa, não a fazem sentir-se inferior, mas vocês a encorajam e ela sente força. Como um dedo ferido em vocês, vocês apenas tentam suavizá-lo e serem compassivos em relação a ele, não tentam degradá-lo com: ‘Você não é bom’, porque ele é parte integrante de seu ser.

Assim, a compaixão fica entre a condenação e a pena. Na compaixão vocês têm de condenar tudo que seja errado, os bhoots, a feiúra (espiritual), tudo que seja errado. Assim, vejam, vocês fazem essa pessoa enxergar que 
absolutamente não apreciam o que ela é  e isso é apenas compaixão e não pena. Se as pessoas do lado esquerdo querem ser dignas de pena e se vocês sentem pena delas, elas ficam ainda pior. Assim, dizer: ‘pobre pessoa, pobre homem’ ou ‘pobre idosa’ é algo errado."