19 de junho de 2009

O Dharma Sahaja

O Dharma Sahaja se torna uma parte integrante de nós mesmos, o que é uma grande conquista, porque então você não precisa fazer nenhum ritual, você não precisa se preocupar ao encontrar outras pessoas, você não precisa se preocupar se as suas vibrações serão prejudicadas [pela vibração das outras pessoas]. Você assim não pega bloqueios de ninguém, e você também não é afetado por outras forças negativas. Ninguém pode prejudicar você. Eu chamo isso de “a conclusão” da sua Shradha (fé). [...]

Uma pessoa dhármica pode se tornar dhármica demais, ilogicamente dhármica e ir para a direita ou para a esquerda. Uma pessoa dhármica pode pensar que ela é superior aos outros, e [dizer] “por que deveria eu tentar salvar quaisquer outras pessoas, deixe-as ir para o inferno, quem se importa?” Esse tipo de atitude pode vir de uma pessoa dhármica.

Eu também tenho visto alguns Sahaja Yogis que começam novos métodos na Sahaja Yoga. “Você faz desse modo e estará certo, você faz daquele modo e estará certo”, porque eles não estão estagnados na questão do Dharma, e então eles começam a dizer às pessoas que elas devem fazer desse modo ou daquele modo. Mas quando você se eleva à questão da Verdade, então você não faz nenhum ritual, você não necessita de nenhum ritual, você não é incomodado, porque você está no Dharma e aí você se mantém na Verdade, e a Verdade é muito maior do que o Dharma. Por exemplo, uma pessoa que se mantém na Verdade não se importa com nenhuma idéia absurda sobre religião, nem mesmo sobre a religião Sahaja. Ela não se importa se no final das contas “isto é Sahaja, isto não é Sahaja”. Ela vai além, no sentido de que ela vê a Verdade global dentro de si mesma. Ela vê a Verdade que está presente em tudo, não apenas vê, mas sabe e sente, ela está nessa Verdade. Então, quando o Dharma floresce [e se transforma] em Verdade, é um acontecimento muito belo, e isso deve acontecer a todos vocês... Assim, nós temos que ir até a origem do Dharma, que é a Verdade.

(S.S. Shri Mataji Nirmala Devi, trechos do Sahasrara Puja 1997)