7 de abril de 2011

Histórias de Shri Durga

(ou SHRI JAGADAMBA ou SHRI MAHAMAYA)


Sempre que a virtude e o Dharma foram ameaçados pelas negatividades, um misterioso Poder Divino, na forma de Durga, também chamada de Shri Mahamaya ou de Shri Jagadamba, salvou a humanidade da aniquilação.
É o poder de Mahamaya, a Grande Ilusão, que torna possível a existência do mundo. Ela é também Yognidra (Nidra = sono) de Shri Vishnu, o Senhor do Universo. É por causa dela que existe esse mundo de ilusão. Ela é Bhagavati, a Maya que se infiltra até mesmo na mente dos mais sábios. Foi Ela quem criou todo o universo com as coisas que se movem e não se movem. É a doadora de dons aos seres humanos a fim de lhes propiciar a liberação (Moksha). Ela é também o Supremo Conhecimento. É eterna e a causa da liberação final.
Foi sob a inspiração de Mahamaya \ Jagadamba que Shri Kartikeya matou o demônio Tarakasura, assim como Shri Krishna exterminou o demônio Bhandasura.


1. A destruição de Madhu e Kaitabha
Logo depois do extermínio de Tarakasura, os Devas e os seres humanos foram novamente ameaçados. Dessa vez, eram dois demônios chamados Madhu e Kaitabha que estavam infernizando o mundo. Após muitas penitências, eles obtiveram de Shri Brahma o dom de só morrerem quando o desejassem. Como se sabe, Shri Brahma, o Criador, ficava sentado sobre uma flor de lótus que nascia diretamente do umbigo de Shri Vishnu, à espera da Pralaya (dissolução do universo).
Enquanto isso, Shri Vishnu estava sob o sortilégio de Yognidra (a Deusa na forma do sono) e, por isso, dormia sobre a Divina serpente Shesha. Yognidra é uma forma mítica de Jagadamba (Jagat = universo e Amba = Mãe, portanto, Mãe do Universo) e somente Ela tem o poder de dar ou retirar Yognidra.
Madhu e Kaitabha eram, ao mesmo tempo, muito fortes e malvados. A primeira providência deles, depois que obtiveram a graça que lhes foi concedida por Shri Brahma, foi ameaçar o próprio Shri Brahma. Dirigiram-se a Ele e exigiram que saísse de seu trono na flor de lótus do umbigo de Shri Vishnu para que eles se sentassem nesse trono. Shri Brahma tentou chamar Shri Vishnu para que este o salvasse. Todavia, como Shri Vishnu estava submetido ao encantamento de Yognidra, nada pôde fazer a fim de ajudar Shri Brahma.
Em função disso, Shri Brahma invocou a ajuda de Shri Jagadamba/ Mahamaya dizendo: "oh, Luz e Vida do Universo, és Tu que moves o cosmo inteiro e assumes a forma de Yognidra, tornando assim inativo Shri Vishnu, peço-Te que, bondosamente, permitas que ele venha em minha salvação".
Shri Jagadamba disse-lhe: "oh, Shri Brahma, Deus da Criação, é com alegria que o ajudarei".
Shri Vishnu já desperto foi informado acerca de todo o problema e concluiu que somente poderia ter sucesso, se obtivesse a ajuda de Shri Jagadamba, ou seja, se a Grande Mãe do universo lançasse sobre Madhu e Kaitabha seu encantamento de Yognidra. Mais uma vez, a Grande Deusa veio ajudar os Deuses e os seres humanos atendendo o pedido de Shri Vishnu. Ela disse: "Sob o efeito de meu sortilégio, esses demônios terão suas mentes dominadas pelo inconsciente e não será difícil que tu os mate".
Shri Jagadamba aprisionou, imediatamente, a mente consciente de Madhu e Kaitabha. Apenas essa mente consciente deles é que controlava o dom que lhes foi concedido por Shri Brahma e, por isso, repetiam, incessantemente, que não morreriam, salvo se quisessem. Como estavam sob o domínio de Shri Jagadamba, submetidos ao estado inconsciente, tiveram a palavra NÃO removida da frase salvadora, dado que a mente inconsciente é incapaz de reconhecer a palavra Não, ou seja, a negação de alguma coisa.
Foi assim que, sob o fascínio de Shri Jagadamba, ambos os demônios passaram a repetir: "queremos morrer, queremos morrer…"

Ouvindo isso, foi extremamente fácil para Shri Vishnu dominá-los e exterminá-los.

2. A aniquilação de Mahishasura
Mahishasura era um demônio horrível que atormentava a vida dos seres humanos e resolvera desafiar os Devas com seu grande exército de Asuras (seres demoníacos). Uma terrível batalha ocorreu e para não morrer, Mahishasura bateu em retirada com seu exército.
Ao invés de se abater com a derrota infligida pelos Devas, Mahishasura resolveu se fortalecer a ponto de se tornar invencível. Por isso, isolou-se nas montanhas de Meru, onde Shri Brahma residia. Lá fez severas penitências e, durante muitos meses, jejuou e rezou para Shri Brahma. Este Deus então se apiedou dele, apareceu diante dele e lhe disse: "peça-me e lhe darei o que quiser". Mahishasura então pediu-lhe a imortalidade, mas foi dissuadido a desistir disso, dado que Shri Brahma lembrou-lhe que tudo que nasce deve morrer um dia e ninguém pode escapar da morte. Então, ardilosamente, Mahishasura pediu: "desejo que nenhum homem, demônio ou Deus seja capaz de matar-me". Shri Brahma então lhe concedeu essa graça.
Sabendo que se tornara praticamente imortal, Mahishasura começou a perturbar cada vez mais os homens na Terra e os Deuses no Céu. Enviou um mensageiro a Shri Indra (Deus do Céu) exigindo que Shri Indra lhe oferecesse o seu próprio trono e abandonasse o Céu, pois daquele momento em diante passaria a lhe pertencer.
Shri Indra mandou que esse mensageiro dissesse a Mahishasura que seu pedido era inaceitável. A guerra então foi deflagrada.
Apesar de toda a valentia do exército de Shri Indra e com o auxílio de outros Devas, Mahishasura levou a melhor e venceu essa batalha, tomando assim posse do trono de Shri Indra, bem como de seu reino, cuja capital é Amarapur. Mahishasura capturou também o elefante de sete trombas de Shri Indra que se chama Airavat, a vaca Kamadhenu e o cavalo Uchchaishrava. Os Devas derrotados foram até Shri Brahma e todos juntos se dirigiram para onde estavam Shri Vishnu e Shri Shiva.
Shri Brahma narrou aos dois o que havia ocorrido, acrescentando que Ele próprio havia dado a Mahishasura o dom de não morrer pelas mãos de homens, demônios ou Deuses.
Ao ouvir essas palavras, Shri Vishnu e Shri Shiva mostraram uma imensa fúria no olhar, sendo também acompanhados por Shri Brahma. Uma grande luz foi se concentrando tendo como origem esse olhar furioso dos três grandes Deuses (Trimurti). Do corpo de Shri Indra e também dos corpos de outros Devas emergiu uma grande luz. Todas essas luzes se unificaram e a concentração de todas elas parecia uma grande montanha. Essa luz se agigantou e as energias e forças combinadas assumiram a forma de uma mulher. Pela luz que emanava de Shri Shiva formou-se a Sua face; da luz de Shri Yama surgiram Seus cabelos; da luz de Shri Vishnu nasceram Seus braços; da luz de Shri Chandra despontaram Seus dois seios; a luz de Shri Indra deu origem à Sua cintura; Suas pernas surgiram da luz projetada por Shri Varuna; Seus quadris nasceram da luz da Mãe Terra; pela luz de Shri Brahma, Ela obteve Seus pés; da luz emitida por Shri Surya, Ela recebeu os dedos dos pés; da luz de Shri Vasus, os dedos das mãos; da luz de Shri Kubera, Ela obteve Seu nariz; da luz de Shri Prajapati, Ela ganhou Seus dentes; da luz de Shri Agni formaram-se Seus três olhos; da luz de Shri Vayu surgiram Suas orelhas. As luzes emitidas por outros Devas também contribuíram para a formação do corpo da auspiciosa Devi. Assim, todas essas luzes fizeram com que Shri Durga (Shri Jagadamba ou Mahamaya) se materializasse diante de todos, os quais A saudaram gritando: Jay Shri Durga Mata! Jay Shri Jagadamba! Jay Shri Mahamaya!
Imponente, deslumbrante, linda e majestosa, Shri Durga sorriu e passou a receber os inúmeros presentes que todos queriam Lhe dar. Entre esses presentes podem ser citados: o tridente, que lhe foi dado por Shri Shiva: o disco mágico, o Sudarshana Chakra, lhe foi presenteado por Shri Vishnu; de Shri Brahma, Ela recebeu um fio de contas e um pote d'água; de Shri Indra, recebeu o raio seguido de um estrondoso trovão; de Shri Yama (Deus da Morte) ganhou o laço fatal; do oceano de leite, Ela recebeu seus ornamentos e jóias; de Vishwakarma (o arquiteto celestial), Ela ganhou uma coroa cravejada de pedras preciosas e enfeitada com os raios do Sol; do oceano, Ela recebeu uma guirlanda de flores de lótus; de Shri Shesha, um colar de serpentes; de Himavat, um leão adornado com jóias para que Ela montasse.
Shri Durga ficou extremamente contente com as homenagens e emitiu uma sonora gargalhada que ecoou por todo o universo…
Ao perceber a agitação e euforia de seus inimigos, os Devas, Mahishasura foi tomado por grande inquietude. Para sua surpresa, viu a maravilhosa Deusa perpassando os três mundos com a sua luz resplandecente. Ainda sem estar refeito de sua surpresa, Mahishasura recebeu um mensageiro que lhe trouxe a informação de que uma Deusa fortemente armada e que refletia mais luz que o próprio Sol aproximava-se dos exércitos, com a clara intenção de atacá-lo.
Mahishasura enviou os seus melhores generais, em torno de sete, cada um deles comandando um poderoso exército de Asuras. Todos eles foram, sumariamente, eliminados com seus respectivos exércitos. Mahishasura achou então que apenas ele poderia enfrentar a Grande Deusa. Muito confiante, devido à graça que havia recebido de Shri Brahma, ele foi ao encontro de Shri Durga. Ele comandava o mais poderoso exército já visto até então.
Shri Durga assumiu, alternadamente, as formas de Shri Chandika e de Shri Ambika. Ocorreu uma batalha de indescritível ferocidade, sendo que, Shri Ambika destruiu todo o exército de Asuras. Ao ver isso, Mahishasura foi possuído por um ódio mortal e resolveu atacar Shri Durga, que agora assumira a forma de Shri Chandika.
Mahishasura, por sua vez, assumiu a forma de um leão, cuja cabeça foi, de imediato, decepada por Shri Ambika. Em seguida, Mahishasura transformou-se num homem gigantesco munido de uma espada, mas também foi degolado pela Grande Deusa. Isso levou Mahishasura a se transformar num elefante imenso, cuja tromba também foi cortada pela Deusa, o que fez com que Mahishasura assumisse a sua forma original de búfalo.
Nesse passo, Shri Durga sob a forma de Shri Chandika, a Mãe de Todos os Mundos, também o eliminou, cortando-lhe a cabeça com seu Sudarshana Chakra.
Foi assim que Mahishasura foi exterminado por uma MULHER, sendo que a graça de que não seria morto por um HOMEM, demônio ou Deva, foi devidamente respeitada.
Os Deuses e Deusas exultaram de alegria e por todo o universo era possível ouvir os gritos de júbilo à Grande Deusa:
JAY SHRI DURGA MATA ! JAY SHRI JAGADAMBA ! JAY SHRI CHANDIKA ! JAY SHRI MAHAMAYA ! JAY SHRI AMBIKA !

3. A LUTA CONTRA SHUMBHA E NISHUMBHA
Os demônios tais como Madhu, Kaitabha e Mahishasura espalharam o horror entre os homens e os Deuses, mas tiveram um fim trágico graças ao poder da gloriosa Shri Durga. Todavia, o universo necessitou, mais uma vez, do auxílio de Shri Jagadamba a fim de eliminar os irmãos Shumbha e Nishumbha. Esses dois demônios eram muito mais perigosos do que os anteriores porque contavam como seus subordinados outros demônios poderosos, tais como Chanda e Munda, Dhumralochana e Raktabija (Rakta = vermelho ou sangue; bija = semente). Este último era o mais terrível dos auxiliares de Shumbha e Nishumbha, pois havia obtido de Shri Shiva a graça de que qualquer gota de sangue que perdesse numa batalha seria transformada num novo Asura idêntico a ele. Assim, quando ferido por seus inimigos, Raktabija teria sempre um exército de Asuras composto de tantos Raktabijas reproduzidos ou 'clonados' quantas fossem as gotas de sangue que tivessem sido derramadas.
Shumbha e Nishumbha agiram, exatamente, da mesma forma que havia feito Mahishasura, a fim de obter uma graça de Shri Brahma. Também pediram primeiramente para que se tornassem imortais. No entanto, Shri Brahma lhes havia dito: "tudo aquilo que nasce morre um dia. Essa é uma lei da natureza. Peçam outra coisa". Dessa forma, Shumbha e Nishumbha pediram a Shri Brahma que lhes desse a graça de não permitir que nenhum ser do sexo masculino pudesse matá-los. Shri Brahma disse-lhes: "assim seja. Todavia, estejam cientes de que uma mulher pode ser a causa da morte de vocês". Diante dessa observação, os demônios riram muito dessa hipótese e exclamaram: "isso não importa, pois poderemos facilmente nos defender de qualquer mulher".
Shumbha e Nishumbha também atacaram Shri Indra no Céu e obrigaram-no a entregar-lhes o seu trono, bem como a soberania que ele tinha em relação aos três mundos. Com isso, passaram a ter domínio sobre o Sol, a Lua, Shri Kubera, Shri Yama, Shri Varuna, bem como em relação a Vayu (ar) e Agni (fogo). Privados de suas funções e expulsos de seus domínios, todos os Deuses pensaram em solicitar a ajuda da Grande Deusa invencível.
A Deusa surgiu sob a forma de Shri Ambika, fazendo-se acompanhar por Shri Kaali e ambas foram para os jardins próximos do palácio dos dois irmãos. Lá, Shri Ambika entoou uma melodia celestial que encantava não só os homens, mas também os animais. Chanda e Munda estavam, nesse momento, passando pelos jardins e, ao ver e ouvir Shri Ambika, imaginaram que apenas um dos irmãos (Shumbha ou Nishumbha) mereceria casar-se com tal beldade. Correram até Shumbha a fim de lhe dar essa informação e ele, de imediato, mandou um mensageiro até a Grande Deusa para dizer-lhe que queria casar-se com Ela, argumentando que tudo que havia nos três mundos pertencia a ele e ao seu irmão Nishumbha. Depois de manter um prolongado silêncio, Shri Durga, a Grande Deusa respondeu: "Eu o desposarei, caso Shumbha (ou Nishumbha) consiga vencer-Me numa batalha".
3.1 - A aniquilação de Dumralochana
O mensageiro levou a declaração a Shumbha que ordenou ao general Dumralochana que fosse até Shri Durga e a trouxesse pelos cabelos perante ele. Em seguida, a Grande Deusa, agora sob a forma de Shri Ambika, reduziu a cinzas Dumralochana apenas proferindo o som HUM. A maior parte do exército foi destruída pelo leão que é o veículo da Devi. Os poucos Asuras que restaram e que estavam sob as ordens de Dumralochana, ao verem o que havia ocorrido com seu chefe e com seus companheiros, fugiram apavorados, a fim de informar Shumbha o que havia acontecido.
3.2 - A destruição de Chanda e Munda
Shumbha ficou irritadíssimo e ordenou que dois dos mais poderosos Asuras, Chanda e Munda, com seus exércitos, lutassem para derrotar e trazer a Grande Deusa à sua presença. A Grande Deusa surgiu, novamente, sob a forma de Shri Ambika acompanhada de Shri Kaali. Shri Kaali cortou a cabeça dos dois e as ofereceu à Shri Chandika (outra forma da Grande Deusa), como se fossem dois cocos e disse: "ofereço-Te aqui as cabeças de Chanda e Munda como se fossem dois animais sacrificados nessa batalha. No entanto, Shumbha e Nishumbha serão mortos por Ti". A partir daí, Ela tornou-se conhecida também como Chamunda.
3.3 - O extermínio de Raktabija
Raktabija era o pior de todos os demônios e praticamente invencível, dado que cada gota derramada de seu sangue transformava-se num novo demônio dotado do mesmo poder destruidor de Raktabija. Foi esse general que Shumbha enviou ao campo de batalha com a mesma missão anteriormente designada aos outros generais mortos, ou seja, trazer pelos cabelos Shri Durga diante dele.
Ao ser ferido por Shri Durga (sob a forma de Shri Chandika), cada gota do sangue de Raktabija transformava-se em 'novos' Raktabijas, fazendo com que o exército de Asuras, ao invés de diminuir, crescesse cada vez mais.
Shri Durga voltou-se, às gargalhadas, para Shri Kaali e lhe disse: "abre a Tua boca enorme e suga, rapidamente, as gotas de sangue geradas pelos golpes de minhas armas, bem como os grandes Asuras nascidos das gotas do sangue de Raktabija". Com isso, a 'clonagem' de novos Raktabijas tornou-se impossível.
Além disso, Shri Kaali sugou também todo o sangue de Raktabija, fato esse que redundou em sua morte.
3.4 - A destruição de Nishumbha
Exasperados e furiosíssimos ao ver todo o seu exército dizimado, Shumbha e Nishumbha foram defrontar-se com a Grande Deusa.
A Grande Deusa, agora sob a forma de Shri Chandika, desfechou inúmeras flechas que quebravam as flechas lançadas pelos dois Asuras.
Seguiu-se uma batalha aterradora. Nishumbha conseguiu ferir o leão, veículo de Shri Chandika. No entanto, quando Nishumbha quis desferir um golpe mortal em Shri Chandika, esta contra-atacou usando a sua clava. Finalmente, Shri Chandika desfechou um golpe fatal com sua espada e cortou a cabeça de Nishumbha.
3.5 - A aniquilação de Shumbha
O moral dos Asuras ficou bastante abalado com a morte de Nishumbha. Shumbha disse à Shri Chandika: "Tu estás arriscando a Tua vida desnecessariamente, pelo bem dos Deuses que já foram por mim derrotados. Deixa de lado as Tuas armas mortais e segue-me à capital do céu que ganhei de Shri Indra. Lá, permitirei que Tu sentes no trono de Shri Indra como minha rainha principal".
Shri Jagadamba (agora sob a forma de Shri Chandika) esboçou um sorriso e reafirmou que só desposaria aquele que a derrotasse numa batalha.
Teve início, assim, uma terrível batalha entre a Grande Deusa e Shumbha. A Grande Deusa quebrou o arco de Shumbha com Suas flechas. Com Seu disco, Ela quebrou a lança dele. Também, com Suas flechas, Ela partiu a espada dele, bem como seu escudo brilhante como os raios do Sol. Shumbha, então, como um dos seus últimos recursos empunhou sua clava e tentou atingir a Devi em Seu peito. Vários outros golpes foram tentados em vão pelo Asura.
Shri Chandika lançou contra o peito de Shumbha um dardo fatal, derrubando-o no solo. Ferido pelo dardo pontiagudo, Shumbha sentiu sua vida se esvaindo e, nesse momento, a Terra inteira tremeu com seus oceanos, ilhas e montanhas.
Quando o Asura Shumbha foi morto todo o universo tornou-se feliz, houve uma paz perfeita e o céu tornou-se resplandecente.
A seguir, ouviram-se gritos de louvor e de alegria, pela grande vitória de Shri Jagadamba, entoados por todas as demais Divindades: JAY SHRI JAGADAMBA! JAY SHRI JAGADAMBA! JAY SHRI JAGADAMBA!